segunda-feira, 19 de março de 2012

Uma filha adulta-jovem sob a perspectiva da mãe

Não. Então, essa filha aí do título do blog não sou eu. Mas podia. Essa é a sensação que tive ao ler "Os riscos de dormir sozinha" (Record, R$ 13,20 a R$ 52,90, segundo o site Buscapé), de Elise Juska. Ao mergulhar nas impressões de uma mãe sobre sua filha, pensei em mim mesma, em como minha mãe deve me ver. Charlotte, a mãe da história, podia ser a minha, e Emily, a filha, poderia ser eu. E isso me fez pensar.

O livro estava guardado na minha casa há quase seis anos! Resgatei a obra do limbo literário há uns dois. Um dia o reencontrei e comecei a ler no ônibus, mas parei. E lá se foi mais um ano com a edição na estante. Agora, enfim, comecei de novo e fui até o final.

Isso tudo para dizer que as coisas têm seu tempo. Talvez tenha demorado tanto para ler esse livro porque eu precisava me descolar e aproveitar o gancho para me ver sob outra ótica. E foi bom.

Chartlotte é divorciada há 15 anos e tem uma vida tranquila, regrada, mas sofre de insônia. Sua filha Emily mora com o namorado, em outra cidade (o namorado é negro e isso chega a causar algum desconforto). Quando a filha e o namorado vêm para passar um fim de semana, a tranquilidade acaba porque várias coisas acontecem e Charlotte sai de seu conforto ao ter de tomar decisões. Mais ou menos.

Emily é um tanto alternativa e acaba "obrigando" a mãe a participar disso, como quando compra uma "máquina de sonhos" para ajudá-la a dormir, convida-a para um restaurante tailandês ou oferece-lhe uma fita com mensagens de autoajuda. Charlotte detesta tudo isso, mas aceita. E quantas vezes os filhos não fazem isso? Oferecem aos pais o que é bom para si, não para eles? Claro que é tudo bem intencionado, mas a gente não faz ideia do que se passa na cabeça dos nossos pais quando fazemos isso. Essa é uma parte engraçada no livro.

Uma parte triste é ver como nossa mãe fica desolada quando a deixamos por coisas superficiais, imediatistas, e quando compartilhamos com outros algo que deveria ser feito com ela. E como nós filhos fazemos essas coisas sem perceber as consequências! Por outro lado, a gente passa um tempo achando que nossos pais não nos conhecem ou não reconhecem a pessoa adulta que nos tornamos quando, na realidade, eles continuam sabendo quem somos, como agimos e quais são as decisões que tomamos. Impressionante! Resumindo, tudo que a gente acha que é "não", é "sim".

O livro vale em todas as suas 447 págianas e como, diz a própria crítica na contracapa, é "Leitura obrigatória...principalmente se você for mãe ou filha!" (de Chicklitbooks). Eu acrescento "se você estiver preparada para se ver no espelho e reavaliar conceitos". Tem hora que é difícil. Mas passar por tal incômodo é frutífero.

Se você for filha, como eu e quiser ler, vá em frente apenas se estiver disposta a rever seu comportamento com a sua mãe, a ser mais tolerante e flexível e a admitir que sua mãe te conhece muito mais do que você imagina.

Se você for mãe, mergulhe na leitura se estiver psicologicamente pronta para ouvir umas verdades ditas, na lata, pela sua filha, a admitir que ela pode ter razão e que você erra,  a reconhecer que pode aprender algo com sua filha e a aceitar as pessoas que estão perto dela.

;)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Para dançar

Tem dia que fico tão animada com as aulas de dança de salão que quero continuar ouvindo as músicas próprias de cada ritmo. É difícil escolher uma só, porque gosto de um monte. Mas as que vão aqui abaixo são muito deliciosas para bailar. Experimentem! Fica a dica ;)

Para dançar soltinho

"The year of the cat" - Al Stewart


Para dançar bolero

"Perhaps, perhaps, perhaps" - Doris Day


Para dançar samba

"Ogum" - Zeca Pagodinho


Para dançar forró

"Forró do Xenhenhém" - Elba Ramalho

quarta-feira, 14 de março de 2012

Os invisíveis

Aqueles que vivem atrás do balcão não têm nome nem rosto. Sequer têm olhos. Não merecem ser mirados diretamente. Quem chega passa adiante, não destina um “bom dia”. Quando cumprimenta não se interessa em saber se está tudo bem ou não. Nem por educação. 

Quem chega prefere entrar direto e dar com os “burros n’água” a parar e perguntar: “Fulano está?”, “Fulano pode atender?”, “Você pode me ajudar?” ou até um “Sabe me dizer como se faz isso”? Não, quem fica atrás do balcão não tem conhecimento para responder a perguntas complexas. “Mal sabe atender o telefone. O botão para transferir uma ligação? Não sabe onde fica”.

Quando alguém vai explicar algo para aqueles que ficam atrás do balcão, chega a falar um pouquinho mais alto (Será que a mesa deixa o outro tão mais distante assim para não ouvir direito?). Além de pronunciar em alto e bom som, o solicitante, digamos, explica tim-tim por tim-tim. Porque, claro, quem senta atrás do balcão completou apenas, quiçá, o Ensino Médio, e isso o torna incapaz de compreender palavras em orações subordinadas. Aliás, entende-se que é melhor fazer gestos. Se uma pessoa chega e aponta para dentro de uma sala pode significar duas perguntas “Fulano está?” ou “Fulano está sozinho ou com alguém”? Bom ficar atento. Senão, além de uma educação formal limitada, quem senta atrás do balcão pode vir a ser rotulado de “cego”.

Como se não bastassem os gestos, há quem ainda estale os dedos, num esquema “garçom, olha para mim”. Afinal, quem senta atrás do balcão deve ser como macaquinho de loja de R$ 1,99: tem de dar as boas-vindas, mas não precisa ser notado, nem respondido. Basta bater pratos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher



Achava estranho, mas percebeu que precisava ligar para a mãe e desejar os parabéns pelo Dia Internacional da Mulher. Porque mãe é simplesmente mãe, como se não tivesse gênero ou nome, como se a palavra “mãe” se bastasse. Telefonou. Então, ouviu os mesmos votos! Mesmo que a felicitação tenha soado um tanto esquisita, agradeceu. Em verdade, no seu coração de filha, ela não era uma mulher, mas para sempre a menina da mãe.

terça-feira, 6 de março de 2012

Papos de manicure

Salão sempre rende bons diálogos

Conselho Tutelar x Henê

"Meu filho de 12 anos chegou em casa do colégio me mostrando bilhetinho da professora dizendo 'Não bata no seu filho. Trate com amor', essas coisas. Falei pra ele: 'ah, bonito, vou botar num quadro e dar de volta pra ela'. E sabe o que ele me disse? 'Se me bater, ligo pro Conselho Tutelar'. Humpf, Conselho Tutelar. Falei 'Conselho Tutelar não te carregou por nove meses, não'. Humpf, fala sério. Esse negócio de Conselho Tutelar só fica vendo o que não tem importância.

Quando eu era criança, minha mãe passava henê no meu cabelo. Um negócio quente. Vivia queimando o meu couro cabeludo e escorria pelo meu pescoço, me deixando cheia de ferida. Gritava: 'mãe, me deixa! Sou crioula, macaca, meu cabelo é assim mesmo'! Agora você vê: uma crioula como minhã mãe casa com um negão que nem meu pai e quer ter filha com cabelo liso? E o Conselho Tutelar nunca foi lá me salvar não. Passar henê no cabelo de criança é que não pode"!

De onde vem isso?

"Deixei meu filho de 6 anos com minha sogra. Na hora do almoço, ela foi brincar com ele: 'toma sua comida, mas, ó, R$ 2 o prato'! Ele falou na lata: 'não vou pagar nada não. Minha mãe faz a sua unha de graça'".

sábado, 3 de março de 2012

Viva a Manu!

Hoje, adotei minha gatinha, a Manu. Vendo ela, ainda agora, cheia de soninho e pedindo para ficar perto, vejo que acertei (apesar do primeiro pipi fora da areia). Eu estava no sofá, com o computador no colo, então ela chegou pidona e a coloquei do meu lado. Ela logo "colou".
Espero e quero que dê tudo certo entre nós. Acho que essa companhia vai ser muito boa para nós duas, mesmo que eu nunca tenha tido uma gatinha e só agora esteja aprendendo a me relacionar com um bichinho de estimação. Talvez sejamos duas bebês de quase dois meses nessa vida.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

A vida da gente é assim

Já é sabido que sou completamente apaixonada pela novela "A vida da gente", cujo último capítulo vai ao ar hoje. Vou ficar órfã, é verdade, mas também muito feliz por ter sido lembrada pela trama de que sempre "fala mais alto", permanece, aquilo que a gente realmente é, idenpendente dos piores acontecimentos.

A novela tem mostrado como fica mais claro perceber, nos momentos cruciais, a pequenez de certas atitudes em relação ao essencial. A briga das irmãs Manu e Ana, por exemplo, realmente foi feíssima, as duas erraram uma com a outra, mas o equívoco que as separava é insignificante diante do tamanho do amor que as une: a fraternidade entre as duas e a maternidade da mesma criança.

Isto é, quando a gente se sente sem chão (por qualquer fatalidade da vida), fica, ressalta e brilha somente aquilo que foi construído em bases sólidas, com alicerce, raízes: a relação de irmãs, a doação materna tanto de Manu quanto de Ana, o relacionamento edificado entre Manu e Rodrigo ao longo de anos fundamentais (é público o final feliz dos dois) e o sentimento paterno de Marcus para Olívia (mesmo com o divórcio entre ele e Dora). Infelizmente, claro, se a construção da vida se baseou no pior existente, é isso que se aflorará numa situação decisiva: como, por exemplo, o comportamento deplorável de Eva e o orgulho de Vitória.

Na hora H, digamos, fica evidente o que realmente somos, seja lá o que formos; o que realmente sentimos, seja lá o que for. E essas coisas não nos tornamos ou passamos a sentir de uma hora para outra. São construções de uma vida inteira. Então, é um uma sorte saber disso. É uma sorte perceber isso ao longo de seu desenrolar em nossa vida. É uma sorte conseguir ver isso mesmo durante um momento duro, difícil, sofrido. Quer dizer, é uma sorte descobrir isso em qualquer idade, a qualquer tempo!! Porque é muito maravilhoso se dar conta de quem a gente é, dos sentimentos que existem dentro da gente e aproveitar tudo isso. Aproveitar a vida da gente.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Continue a nadar, continue a nadar...

É emocionante ver uma pessoa superar seus medos. Uma colega da natação entrou na turma com pânico de água e, hoje, ela já consegue atravessar a piscina sozinha. Parece bobo, como o medo dos outros costuma mesmo soar ("Deixa de ser boba, menina! Para com isso"!). Mas é uma coisa muito bonita de se ver.

Conversamos:

- Nossa! Olha, você evoluiu muito. Muito bacana!
-  Ai, você acha?
- Acho. De verdade.
- Realmente tenho me sentido mais segura. Eu tinha um pânico de água, mas agora estou melhor. Embora ainda sinta um pouco de medo e por isso respiro na hora errada, bato o braço na hora errada, faço tudo na hora errada...
- Mas você já teve uma evolução muito boa. É bonito de ver.

Ela ficou toda contente! E eu fiquei mais contente ainda porque é um privilégio ver uma coisa linda dessas acontecer assim na sua frente! A pessoa muda de cara. E isso dá uma esperança, um sentimento bom de que tudo é possível por mais que, em algum momento, pareça um muro alto, intransponível, insuperável.

Fiquei pensando muito nisso tudo e o quanto a gente ouve "Deixa de ser bobo(a)" ao falar sobre nossos medos. Tudo para o outro é uma bobagem. Só quem está perto é capaz de ver e entender a dificuldade e a coragem daquele que está enfrentando a situação "boba". Como eu tive a oportunidade agora.

Se tiverem a oportunidade de presenciar um momento como esse, prestem a atenção. Testemunhem. É uma lição de vida.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Que a paz esteja contigo e conosco também

De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh'alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu


Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé


Salve, salve essa nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do teu encanto
Cila pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto


Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé


Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer


Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for


O fardo pesado que levas
Deságua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim


Dona Cila - Maria Gadu

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pelo telefone

Trimmmmm

- Alô. Estou procurando Fulano.
- Fulano não está. Quer deixar recado?
- Ele não está ou não veio trabalhar?
- Ele veio trabalhar. Mas não está no setor no momento.
- É a mãe dos filhos deles. É urgente e não estou conseguindo falar com os dois celulares dele - diz, neuroticamente.
- Ok. Dou seu recado assim que ele retornar.
- Obrigada. Tchau.


Cinco minutos depois...


Trimmmm

- Alô. Liguei ainda agora. Fulano já voltou?
- Não...ele ainda não voltou. Mas, pode deixar que eu dou o seu recado.
- A senhora tem certeza que ele veio trabalhar?
- (????) Sim, ele veio. Ele senta do meu lado! Mas deve estar em outro andar. Dou o seu recado, pode deixar.
- É que é urgente. Sobre os filhos dele - esganiça a voz.
- Ele está pelo prédio. Quando ele voltar, te aviso.
- Pede para ele me ligar no celular. Urgente!


Quinze minutos depois, Fulano volta.

- Ó, Dona te ligou duas vezes.
- Caramba...
- Posso dar uma ligadinha pra ela?
- Ok.

Blá, blá, blá...explicações, justificativas, blá, blá, blá....

A curiosidade:

- Mas Fulano, Dona perguntou pra mim duas vezes se você tinha vindo trabalhar MESMO... Já aprontou muito, né?
- Ih...já aprontei. Mas agora não faço mais não....

Arram...rs

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Assim é o Facebook

Não basta fazer, tem que dizer que fez. Não basta estar, tem que tirar uma foto para dizer que esteve.
É simples: se não foi compartilhado, não aconteceu.

É a geração "olhe pra mim". Em breve, numa universidade perto de você.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Em busca da serenidade



“Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras”.

Serenidade é importante. Acho que estou precisando. Eu e todo mundo, né? Principalmente depois de uma cena que eu vi ontem, em "A vida da gente" (já é sabido de todos que eu amo essa novela, né?). Pois então: Nanda (Maria Eduarda) leva Manuela (Marjorie Estiano) para sair. As duas estão solteiras, e a primeira quer incentivar a outra a curtir mais a vida após o divórcio. Quando Manuela fala que precisa ir aos poucos, porque está em período de adaptação, a outrora rebelde e tresloucada Nanda manda essa:

"Eu descobri que período de adaptação começa no dia que a gente nasce e não termina nunca mais. Todos os períodos da vida são de adaptação".


E não é que ela tem razão. Estamos sempre nos adaptando a uma situação. Tomando decisões, sonhando o futuro, fazendo planos, construindo coisas (de todas as naturezas). Isso é bom. Ou melhor, isso faz parte da vida da gente.


Aproveito para compartilhar um texto maravilhoso do jornalista Maurício Stycer sobre essa novela e como ela fala desse viver nosso de cada dia cheio de venturas e desventuras:


http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2012/02/01/o-tenis-explica-a-vida-mostra-a-novela-das-18h/


Enjoy!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Convento de Santo Antônio - Fotografando com fé

Taí um lugar que eu amo de paixão: o convento de Santo Antônio, no Largo da Carioca. Construído no alto do Morro de Santo Antônio, a igreja é uma jóia colonial  (a pedra fundamental foi lançada em 1608, após a chegada dos primeiros franciscanos ao Brasil, em 1592). Além de lindo, para mim, o convento é muito simbólico. Estive lá muitas vezes, em visitas turísticas, em orações, em missas, em confissões, em namoro e até fazendo reportagem!

Neste site, há várias informações sobre o histórico convento (fotos, datas importantes, claustro, acontecimentos, reformas, ordem franciscana, etc): http://www.riototal.com.br/boanova/conv-historico.htm. Abaixo, as fotos que eu fiz na minha última visita. Quando a reforma acabar, o local vai ficar ainda mais bonito!


Para chegar ou passamos por esse corredor ou subimos escadas. Sempre vou pelo corredor. Acho-o magnífico. Sinto-me em outro século!

Adoro andar no Centro, olhar pra cima e encontrar este lindo templo!



Santo Antônio é um dos santos mais populares do Brasil, o santo casamenteiro, padroeiro dos pobres, seguidor de São Francisco de Assis. Uma das histórias que mais gosto é a pregação para os peixes. Resumindo, Santo Antônio estava à beira-mar e os peixes "saíram" para escutá-lo falar.


Uma vez fui à missa no convento e, quando estava em fila, neste corredor, um senhor falou pra mim algo como "a cada dia tem um novo dia lindo lá fora, sol brilhando. Fica bem, vai dar tudo certo". E terminou: "não sei porque estou te dizendo isso, só sabia que eu tinha que te falar isso agora". Curioso, porque eu estava realmente precisando ouvir aquilo naquele momento.




"Eu te peço desta água que tu tens..."


Imaculada Conceição






Lindos azulejos como este decoram o interior do templo. Neste, o artista retratou São Francisco, aquele que largou riqueza, fundou uma ordem (a ordem dos franciscanos, com seus votos de pobreza, castidade e obediência) e é padroeiro dos animais. Andando por esse Brasil vemos esse tipo de trabalho artístico em outros edifícios e igrejas do tempo colonial. Eu adoro.

 
Amo visitar a igreja no Dia de Santo Antônio (13 de junho) e sinto falta quando não vou. Porém, de uma maneira ou de outra, acabo sempre ganhando de alguém o pãozinho de Santo Antônio :)

Um P.S.: Eu me encantei pelos franciscanos após assistir ao musical São Francisco de Assis, de Ciro Barcelos. Ficou anos em cartaz. É maravilhoso. Recomendo a busca no Youtube.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Todo o sentimento

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.


Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.


Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.


Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
 

Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.


Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.




Acho que este mês estou todo o sentimento. Em todos os sentidos. Mas, sempre em busca do tempo da delicadeza.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vem, gatinha, vem!

Estou me preparando psicologicamente para dividir meu apartamento, minha atenção, meu carinho e meu amor: vou adotar uma gatinha. Tomei a decisão estimulada por duas amigas apaixonadas por gatos. E agora estou bem ansiosa! Coloquei um prazo: março.

Quero fazer uma mudança na minha casa para liberar espaço para uma caminha fofa, instalar telas nas janelas e deixar tudo limpinho para receber minha gatinha.

Por outro lado também estou um pouco tensa com futuros arranhões, castração e de não nos darmos bem. Mas no fundo se relacionar é sempre difícil. Acho que estou preparada e disposta a fazer esse funcionar. Depois que ela chegar, não vai ter jeito: teremos que encontrar um meio termo para vivermos bem. Espero que dê certo. Tenho a intuição que será salvador para nós duas ;)

O nome dela já está escolhido: Manu. A não ser, claro, que eu olhe para ela, me apaixone e ache que ela tenha carinha de outro nome rsrs


Essa fofa aí é a Sofia, a gatinha da minha amiga Vivian. Ela é uma gracinha e muito carinhosa. Quero uma assim também!